ONINAKI é um RPG de ação single-player em que o jogador assume o papel de Kagachi, um Vigilante encarregado de guiar almas perdidas pelo ciclo de reencarnação. O jogo combina combate em tempo real com exploração em dois mundos distintos: o Mundo dos Vivos e o Além. Desenvolvido pela Tokyo RPG Factory e lançado em 2019 para PC, destaca uma narrativa centrada em temas de vida, morte e laços emocionais, com um sistema de combate baseado em companheiros espirituais chamados Daemons.
Gameplay
O combate acontece em tempo real sob uma perspectiva isométrica. Kagachi utiliza os Daemons, que se manifestam como armas diferentes, cada uma com padrões de ataque, habilidades e tempos de recarga próprios. O jogador pode equipar até quatro Daemons ao mesmo tempo e alternar entre eles durante os combates para explorar as fraquezas dos inimigos. Cada Daemon possui sua própria árvore de habilidades, que libera ataques adicionais, habilidades de suporte e bônus, incluindo trocas mais rápidas ou efeitos de grupo aprimorados quando vários Daemons estão ativos.
O progresso envolve coletar itens dos inimigos derrotados, incluindo armas de raridades variadas que podem ser aprimoradas por meio de um sistema de criação com pedras encaixadas. Essas modificações alteram atributos como poder de ataque, defesa ou propriedades elementais. A exploração ocorre em áreas de estilo dungeon acessíveis por um mapa-múndi, onde inimigos comuns patrulham e missões opcionais complementam a história principal. O visual ressalta o contraste entre o Mundo dos Vivos, vibrante, e o Além, mais sombrio, com ambientes em estilo desenhado à mão e bastante detalhado.
A narrativa é apresentada por meio de cutscenes, eventos no jogo e conversas que revelam o passado dos personagens. Os próprios Daemons possuem histórias pessoais que são desbloqueadas gradualmente ao avançar na árvore de habilidades, adicionando camadas à trama central sobre o Diabo da Noite e as regras da reencarnação.
Modos de Jogo
ONINAKI é uma experiência exclusivamente single-player, sem componentes multijogador. A estrutura principal gira em torno de uma campanha linear dividida em capítulos, que avançam por meio de exploração de dungeons e confrontos contra chefes. O jogador seleciona áreas em um mapa de mundo aberto, completando tanto objetivos obrigatórios da história quanto missões secundárias que oferecem contexto ou recompensas adicionais.
Em cada área, a jogabilidade alterna entre navegação, encontros com inimigos e elementos de quebra-cabeça ligados à mecânica dos dois mundos. Alternar entre o Mundo dos Vivos e o Além afeta a visibilidade de caminhos e inimigos, incentivando movimentos estratégicos. Os chefes funcionam como marcos importantes, geralmente exigindo trocas eficientes de Daemons e uso preciso de habilidades. Como não há modos separados, todo o conteúdo faz parte de um ciclo único de single-player, com valor de replay vindo da experimentação com diferentes combinações de Daemons e builds de habilidades em várias partidas.
História e Cenário
A narrativa gira em torno dos Vigilantes, que mantêm o equilíbrio ao cortar os laços que prendem os Perdidos ao mundo dos vivos. A jornada de Kagachi revela verdades sobre seu próprio passado e questiona a ordem estabelecida da reencarnação. O peso emocional vem das interações com personagens vivos e com os Daemons, cujas histórias são reveladas conforme o jogador avança. O cenário se inspira em concepções culturais do além-vida, sem introduzir facções ou mecânicas externas.
Vale a Pena Jogar?
A recepção dos jogadores no Steam é mista, com 65% de avaliações positivas em mais de 300 análises. Os elogios costumam destacar o sistema de troca de Daemons, o contraste entre os dois mundos e a abordagem sensível dos temas. As críticas mais comuns apontam para o ritmo repetitivo dos combates e a evolução limitada dos inimigos ao longo da campanha, que dura cerca de 25 horas.
O jogo é indicado para quem aprecia RPGs de ação com foco em personalização de builds por meio de árvores de habilidades e aprimoramento de armas, em vez de ação acelerada. O pacote single-player completo oferece uma história autônoma, sem atualizações contínuas ou conteúdo sazonal. Quem gosta de exploração isométrica combinada com combate baseado em companheiros pode achar as mecânicas envolventes, mesmo com o lançamento mais antigo, enquanto quem busca variedade constante pode preferir títulos com sistemas de progressão mais fluidos.