Joint Venture: Prison Commissary Simulator é um simulador em primeira pessoa ambientado na Penitenciária Estadual de Las Almas. O jogador assume o comando da cantina, realizando as vendas oficiais durante o dia e conduzindo, à noite, uma operação paralela no mercado negro. O foco está em equilibrar as obrigações do cargo com as oportunidades arriscadas que envolvem detentos, guardas e o risco constante de ser descoberto.
Gameplay
Cada dia começa no balcão, onde chegam os pedidos dos detentos. O jogador retira os produtos das prateleiras, registra as vendas no terminal e mantém o local organizado, varrendo o chão e controlando o estoque. É preciso planejar as encomendas com antecedência para garantir que itens como miojo, cavala e sabonete nunca faltem nos horários de maior movimento. Toda venda exige a conferência da identidade do preso por meio de foto, nome e número para evitar atendimentos irregulares.
As regras mudam a cada manhã conforme as ordens dos guardas, que podem limitar o atendimento a determinados pavilhões ou impor um limite de compras por detento. Rebeliões no pátio reduzem o número de clientes que chegam ao balcão, exigindo ajustes rápidos no fluxo de trabalho. Nos bastidores, o jogador constrói uma operação paralela, adquirindo contrabando de fornecedores e combinando entregas com os detentos. Os itens variam entre drogas, armas, revistas e celulares, cada um com margem de lucro e risco de detecção diferentes.
O sistema de segurança inclui câmeras fixas, rondas de guardas e inspeções com raio-X ao fim do turno. O jogador precisa sincronizar seus movimentos para cobrir as lentes, evitar as patrulhas e esconder os produtos nos bolsos ou em outros esconderijos. A reputação com detentos e guardas funciona como dois medidores independentes que variam a cada decisão. Favorecer um grupo costuma prejudicar a relação com o outro, e zerar qualquer um deles encerra a partida por demissão ou violência.
O progresso rumo à fuga depende de contrabandear componentes além dos scanners, montar ferramentas na cela e identificar contatos confiáveis para subornos. Cada item carregado aumenta a chance de ser descoberto durante as verificações de rotina.
Modos de Jogo
O jogo funciona em um único modo carreira contínuo, centrado no gerenciamento de longo prazo e no planejamento da fuga. Os turnos diários estruturam a experiência, trazendo novas regras, demandas dos clientes e eventos de segurança a cada ciclo. Não existem modos multijogador ou competitivos. O foco está na repetição através de escolhas diferentes em relação à aplicação das regras, precificação e volume de contrabando.
Três facções de detentos atuam dentro da prisão, cada uma com necessidades específicas que o jogador pode priorizar ou ignorar. Apoiar uma facção influencia as oportunidades do mercado negro e a fidelidade dos clientes, ao mesmo tempo que afeta a percepção dos guardas. Detentos recorrentes aparecem com preferências e histórias próprias que impactam os resultados das transações e o ganho de reputação.
Sistemas Principais e Progressão
Toda transação é feita de forma manual. O jogador seleciona os itens, registra as vendas, embala os pedidos e os entrega sob a divisória de vidro. O contrabando segue a mesma lógica física, exigindo precisão no tempo e na posição para evitar ser visto. As duas economias sobrepostas criam uma tensão constante entre a aparência de conformidade e o lucro oculto.
A reputação entre os detentos aumenta a lealdade dos clientes fixos e libera melhores ofertas de contrabando. Já a reputação com os guardas reduz a frequência e a intensidade das buscas, além de garantir a manutenção do emprego. A maioria das escolhas gera um conflito direto entre esses dois valores, obrigando o jogador a acompanhar ambos os medidores ao longo dos turnos.
O planejamento da fuga adiciona uma camada de longo prazo. Peças específicas precisam ser obtidas e escondidas sem acionar scanners ou inspeções visuais. A montagem bem-sucedida na cela abre uma rota de saída, mas qualquer falha em alguma etapa resulta em multas ou consequências mais graves.
Vale a Pena Jogar?
Este simulador atrai jogadores que gostam de loops de gerenciamento detalhados combinados com avaliação de riscos e dilemas morais. A perspectiva em primeira pessoa e a manipulação física dos objetos transmitem uma sensação mais realista, diferenciando-o de títulos de estratégia mais abstratos. Quem se interessa por jogos de gerenciamento em ambiente prisional ou simulações de loja com uma camada extra de tensão vai encontrar o sistema de dupla economia envolvente.
O jogo ainda está em desenvolvimento, com lançamento previsto para março de 2027. Ainda não há avaliações de jogadores nem notas agregadas disponíveis. Quem prefere experiências single-player com consequências ramificadas a partir das decisões diárias deve acompanhar as próximas atualizações sobre recursos e balanceamento antes de comprar.