10 Melhores Jogos Semelhantes ao Minecraft para PC e Steam em 2026
Construir, gerir uma quinta, lutar pela sobrevivência ou explorar com amigos - estes títulos deverão agradar aos fãs de Minecraft.
Minecraft chegou em 2009 e cresceu até se tornar um dos maiores fenómenos da história dos videojogos. Deu origem a produtos derivados, jogos paralelos, um filme e memes sem conta, ao ponto de hoje ser difícil encontrar alguém que não conheça o mundo de blocos da Mojang Studios. Essa popularidade tentou muitos estúdios a ficar com a sua fatia do bolo, com resultados muito desiguais: uns projetos passaram sem se notar, outros cresceram até virarem êxitos por mérito próprio.
Reunimos dez jogos que, na nossa opinião, melhor captam o espírito de Minecraft ou pelo menos um dos seus elementos. Digamo-lo com clareza: cada um joga Minecraft por uma razão diferente, uns por construir, outros pela sobrevivência e outros por andar por aí a cavar sem destino. A nossa seleção tem em conta todos esses perfis.
O que é Minecraft e porque continua a contar?
Para quem por milagre lhe tenha escapado: Minecraft é uma caixa de areia sem objetivos impostos. Recebemos um mundo aberto e liberdade total, por isso podemos erguer fortalezas, descer a cavernas, lutar contra criaturas ou cavar túneis durante horas sem motivo nenhum. O sistema de fabrico permite criar objetos novos, e o aspeto em blocos, apesar da simplicidade, tem algo impossível de imitar.
O jogo resulta bem com os mais novos porque não tem violência, mas ninguém se engane. Nos servidores de Minecraft há adultos aos molhos. Quem tiver assinatura do PC Game Pass leva a versão completa incluída.
Os melhores jogos parecidos com Minecraft em 2026
Vamos ao que interessa. Esta é a nossa seleção, pensada para haver algo tanto para construtores como para amantes da sobrevivência e para quem gosta de misturar as duas coisas.
Terraria
Começamos por um valor seguro. Terraria vendeu mais de 50 milhões de cópias e continua a receber atualizações, embora do lançamento já tenha passado mais de uma década. Isso diz tudo.
Sim, é a duas dimensões, mas que isso não afaste ninguém. Debaixo da casca de píxeis esconde-se uma quantidade enorme de conteúdo: centenas de chefes, milhares de objetos e dezenas de biomas. O sistema de combate é bem mais desenvolvido do que em Minecraft, e derrotar os inimigos duros exige esforço a sério. Também se constrói, ainda que Terraria insista mais na exploração e na progressão. Convidamos personagens não jogáveis para a nossa base, negociamos com elas e vemos como se saem durante uma invasão de zombis. Um clássico.
Hytale
Uma novidade: o acesso antecipado começou em janeiro de 2026 e fez barulho de imediato. Por trás de Hytale está a equipa dos servidores Hypixel, ou seja, gente que sabe Minecraft de cor. Atenção: o jogo não está no Steam, compra-se apenas através do site oficial de Hytale.
Essa competência nota-se em tudo. O jogo junta a construção com blocos a progressão de jogo de papéis, modos de aventura e ferramentas de modificação robustas disponíveis desde o primeiro dia. Os mundos gerados são variados, cheios de ruínas, templos, biomas diferentes e muitas criaturas. A Hypixel Studios publica correções com regularidade e acrescenta conteúdo todas as semanas. Como ainda é acesso antecipado, nem tudo funciona na perfeição, mas o potencial é enorme. Quem pergunta quando chegará o próximo Minecraft talvez já tenha a resposta.
Valheim
Valheim lembra Minecraft, em versão viking, mais sombrio e com chefes que exigem concentração. Criamos um guerreiro, aterramos num mundo gerado inspirado na mitologia nórdica e tentamos provar a Odin que merecemos o Valhalla.
Formalmente o jogo continua em acesso antecipado e mesmo assim oferece dezenas de horas. O sistema de construção de bases é excelente, e os jogadores erguem estruturas de madeira com vários pisos que não ficam atrás da arquitetura a sério. Navegamos pelo mar com os companheiros, lutamos com trolls na floresta e sobrevivemos a custo nas montanhas. Uma aventura a sério.
Um senão: a solo pode ficar terrivelmente difícil, por isso convém chamar os amigos.
Subnautica
Mudança total de cenário. Esqueçam os blocos e as minas, porque em Subnautica despenhamo-nos num planeta alheio coberto de oceanos e temos de sobreviver debaixo de água.
Parece simples, mas não é. Vigiar o oxigénio, a fome e a sede é uma coisa, a verdadeira prova espera nas profundidades. Subnautica tem um dos melhores enredos do género de sobrevivência e empurra constantemente para descermos mais. Cada mergulho para lá do que julgávamos ser a zona segura acaba em recompensa, num encontro com um Leviatã, ou nas duas coisas.
Stardew Valley
Registo completamente diferente. Nem monstros marinhos nem vikings, apenas uma quinta, uma vila e sossego.
Stardew Valley não vem logo à cabeça como substituto de Minecraft. Mas olhem para isto assim: há fabrico, construção, descidas a cavernas, recolha de recursos e arranjo do nosso próprio espaço. Em vez de cavernas dedicamo-nos às culturas e à conversa com os vizinhos na taberna da terra. O jogo agarra sem dó, e aquele «só mais um dia dentro do jogo» acaba normalmente com um olhar ao relógio bem depois da meia-noite.
No Man's Sky
Uma das mais bonitas histórias de recuperação do setor. No lançamento em 2016, No Man's Sky desiludiu: prometia uma galáxia imensa e entregava vazio. A Hello Games, porém, não desistiu e ao longo de anos de atualizações transformou o jogo até o tornar irreconhecível.
Hoje temos milhares de milhões de planetas gerados, construção de bases, modo em rede, naves, exploração submarina e montes de missões. Perfeito não é, os planetas acabam por se repetir, mas a escala impressiona. Quem experimentou na altura e desistiu devia dar-lhe uma segunda oportunidade, porque já é outro jogo.
Vintage Story
Digamos já: não é uma proposta para toda a gente. Vintage Story pega na sobrevivência ao estilo Minecraft e aperta o acelerador até ao fundo. As estações influenciam a disponibilidade de comida, a temperatura pode matar e o fabrico é tão minucioso que até uma simples faca exige vários passos.
Não há enredo linear, em compensação os fragmentos de história espalhados constroem um ambiente sombrio e misterioso. Graficamente remete para Minecraft, ainda que bastante mais detalhado. Para quem gostou de Minecraft mas sentia falta de desafio e realismo, Vintage Story acerta em cheio. Aos restantes arrisca-se simplesmente a esgotar a paciência.
Don't Starve
O nome diz tudo: não morrer de fome. Simples? Sim. Fácil? Nem pensar.
Don't Starve exibe um estilo de banda desenhada muito característico, como se alguém tivesse animado as ilustrações de um livro gótico para crianças. Por baixo espera um jogo de sobrevivência impiedoso, em que o ambiente espreita a nossa vida sem descanso. Começamos como o cientista Wilson, a quem cresce a barba e isso é mesmo uma mecânica, e com o tempo desbloqueamos outras personagens com capacidades próprias. Existe também Don't Starve Together para quem prefira passar fome em grupo, porque assim há sempre a quem atirar as culpas.
Core Keeper
Imaginem um cruzamento entre Terraria e Stardew Valley, mas debaixo de terra. Core Keeper larga-nos numa caverna esquecida cheia de segredos e pede-nos para cavar, construir, lutar e desvendar enigmas.
O jogo já saiu do acesso antecipado e para o tamanho que tem está surpreendentemente polido. Extraímos recursos, fabricamos objetos, montamos uma base, cultivamos plantas subterrâneas, enfrentamos chefes e vamos revelando camadas mais fundas da caverna. No papel é mais um jogo de sobrevivência, na prática fá-lo com um encanto do qual custa despegar. Está no Game Pass, por isso experimentar não custa nada.
Dragon Quest Builders 2
Para quem queira construir como em Minecraft mas com enredo a sério, personagens e objetivos. Dragon Quest Builders 2 transporta no essencial o Minecraft para o universo de Dragon Quest, juntando combate por turnos, personagens que distribuem tarefas e aldeias para ampliar.
Não é preciso conhecer o primeiro jogo nem a série Dragon Quest, este sustenta-se sozinho. Construir dá gosto, ainda que um raio de construção limitado obrigue à criatividade, o combate satisfaz e o conjunto vem embrulhado num aspeto quente e acolhedor. Ideal para noites tranquilas de construção, sem ter de olhar constantemente por cima do ombro.
E os outros jogos do universo Minecraft?
Se gostam de Minecraft mas querem algo de outro género no mesmo mundo, espreitem Minecraft Dungeons, uma carnificina ao estilo Diablo mas feita de blocos, ou Minecraft Legends, que mistura ação com estratégia e traz campanha e modo em rede. Ambos servem bem para jogar de forma descontraída.
Por hoje é tudo. Dez jogos, cada um com a sua maneira de abordar aquilo que mantém o Minecraft de pé há tanto tempo. Uns apostam na construção, outros na sobrevivência, outros ainda na exploração. Encontrem o vosso.